11/06/2008
Só no chinelinho



Olha, nem sei qual é a raça desse cãozinho fofo que parece conseguir dormir em qualquer lugar. O importante é que achamos essa imagem no blog Suceço, do qual participa a Sabrina, uma amiga do Digitador. Vai lá que tem mais fotos engraçadas de cães. Pena que não há pugs!

Beijo,
Clê
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12/06/2008
12/6/08 – Muito barulho por nada

Os rojões me incomodam. Não tanto quanto a alguns dos meus colegas de espécie. Diferentemente deles, não saio correndo, não me escondo debaixo dos móveis, nem começo a latir loucamente. Apesar disso tudo, o certo é que eles perturbam a minha paz.

Ontem, enquanto esperava a chegada do bonitão em casa, estava rolando um foguetório animado. Eu não sabia ao certo qual era a razão daquilo. Concluí que era uma coisa alusiva àquele jogo que passa na televisão de vez em quando, com aquele monte de homens correndo atrás daquela bola.

Tive certeza disso na hora em que, ainda sob o estrondo de rojões, o Digitador chegou em casa. Com algumas sacolas de supermercado na mão, ele me cumprimentou rapidamente, fez um afago desapaixonado, pegou uma cerveja e bradou: “Hoje tem jogo, bebê”. Com os meus botões, pensei: “Grande m...”. (Perdoe a minha grosseria, mas eu sou de carne e osso, pô.)

Dei uma olhadinha na tela, havia um time de branco. E fiquei torcendo para essa equipe fazer gol, pois, assim, no mínimo ia rolar a dança do peixinho. De repente, o Digitador deu um berro e saltou do sofá. Preparei-me para iniciar a dança, mas, quando olhei para a TV, vi que o gol havia sido contra o time de branco. Notei também que os rojões deram uma silenciada.

Três minutos depois, outro berro do cara. Desta vez mais incisivo, alegre e acompanhado de gritos vindos de vários prédios ao redor do que a gente mora. Depois disso, rolou uma hora de calmaria. Mesmo assim, relativa. De pé e andando pra lá e pra cá, o Digitador só se entusiasmava quando a bola estava pertinho do gol do time de branco.

Quando acabou o jogo, ele voltou a berrar. Agora, a plenos pulmões e com todo o vigor. Fiquei até meio assustada e questionei a sanidade do homem que divide o apê comigo. Na seqüência, os rojões voltaram a perturbar a minha noite. E havia também o ruído de buzinas. Tudo isso durou cerca de meia hora. Por fim, a paz.

Fui dormir com uma dúvida. Não sabia se o que me chateia mais são os ruídos dos rojões ou os berros do Digitador. Acho que menos mal é este último, pois hoje de manhã o cara acordou animado e brincalhão.

Vai, Sport (coloquei essa despedida a pedido do Digitador),
Clê
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12/06/2008
Em tempo

Outra coisa me deixou assustada em relação ao jogo de ontem. Depois do fim da partida, o Digitador viu um sujeito dando entrevistas, virou pra mim e disse: "Clê, acho que você ficaria linda com esse penteado do Carlinhos Bala". Vi a imagem do cara e acredito que posso passar sem essa.

Clê
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13/06/2008
Shake you pug!!!

Gente do céu, preciso urgentemente aprender a abrir a geladeira daqui de casa. O comercial abaixo mostra uma maneira sensacional de convencer o Digitador a dançar comigo na sala.

Beijos e ótimo final de semana,
Clê


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17/06/2008
Com a palavra, o Digitador

Gente, desculpe por me sentir no direito de escrever algo de só meu no espaço sagrado da cadelinha mais simpática do mundo. É que, como ela vive apontando os meus defeitos e dizendo que eu deveria fazer isso ou aquilo, sinto-me no direito de colocar no ar um vídeo que mostra que ela também poderia fazer muito mais por mim. Ou eu tô errado?


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19/06/2008
19/6/08 – Tô que não me agüento

Essa semana tem sido muito complicada pra mim. E ela até que começou bem. Como de hábito, eu e o Digitador fomos até a casa do pai dele e passamos a noite por lá. Acordamos na terça de manhã, fizemos a viagem de volta para Sampa e assumi meu cantinho predileto no nosso apê. De lá para cá, devido a esse tal de fechamento, pouco tempo vem sobrando para mim na vida do Digitador. O máximo que tem rolado são os nossos rodopios pelo chão, as frases engraçadas que ele cria pra mim (a mais nova é “meu bebê é cheio de trique-triques, de fuque-fuques, de nheco-nhecos e de bole-boles”) e um ou outro passeiozinho curto.

Ontem à noite (o mais correto seria dizer na madrugada de hoje), a ficha caiu para o cara. Com cara de cansado, ele chegou em casa por volta das 4 da manhã. Não senti o costumeiro cheiro de álcool que acompanha aquele corpanzil toda vez que ele chega por volta desse horário. Pior, chegou falando no celular. Gente, como é que alguém pode encontrar outra pessoa para conversar ao telefone a essa hora?

Bom, terminada a ligação, rolaram alguns afagos. Daí, ele me pegou no colo e, com a mão sob as minhas axilas, me manteve de pé, bem perto dele. E disse: “Clê, a gente brincou pouco nessa semana, né? Mas não esquenta. Hoje a gente termina o trabalho mais pesado e nós dois vamos ter um fim de semana dos sonhos”.

E prometeu me levar à feira amanhã, um banho seguido de feirinha da Benedito no sábado e um passeio pelo parque Villa-Lobos no domingo. Eu ouvi tudo isso de rabo abanando na velocidade da luz e salivando de tanta felicidade. Se tudo isso de fato acontecer, vou ser a cachorrinha mais feliz do mundo.

Mas, se não acontecer, na segunda-feira esperem pelo mais irado, mais devastador e mais sanguinolento post que este blog já abrigou.

Mantenho vocês informados.

Um beijo,
Clê
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20/06/2008
Dica da Clê

Sua sala anda meio caidinha? Aquele pufe de oncinha que você comprou na feira de antiguidade não deu muito certo? A reprodução do Miró já perdeu a graça? Não se aflija. Há um jeito simples, eficiente, rápido e não muito caro de arrancar aplausos de seus visitantes. O artista plástico carioca Marcelo Zissu desenvolveu o espetacular adesivo abaixo. Ele custa R$ 185 e pode ser encontrado aqui.



Beijos e ótimo final de semana,
Clê
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25/06/2008
22/6/08 – Faltou pouco

Tenho de dar um desconto para o Digitador. O tempo no final de semana não ajudou. Chuvinha fina, frio, vento. Tudo conspirou para que passássemos o tempo todo enfurnados dentro do apê. Mas, apesar de (e contra) tudo, ele foi um bom moço e rolou uma dedicação.

A chuva rala impediu que fôssemos à feira na sexta. Mas nos enroscamos pela sala durante o tempo em que estaríamos entre tomates e pastéis. No sábado, como prometido, rolou o meu banhinho. E foi mais legal do que eu esperava. Chegando lá, encontramos com a Fernanda (amiga de trabalho do Digitador) e o marido dela, o Miura. Eles tinham levado a gata da família para vacinar.

E foi a primeira vez em que tive um felino a milímetros do meu focinho. Olhei, cheirei e não entendi muito bem por que os meus congêneres têm tanta encanação com esses bichos. Em um post futuro, prometo colocar uma imagem desse encontro. Só não faço isso agora porque o Digitador ainda não aprendeu como descarregar as imagens do celular no computador. (Ai, alguém aí pode dar umas dicas pra esse homem das cavernas tecnológico?)

No domingo, o dia estava um pouco mais amistoso, e passamos mais de uma hora nos perdendo pelas ruas de Perdizes.

Feitas as contas, só ficaram faltando as duas feiras – a livre e a da Benedito Calixto. Vou torcer para que o tempo dê uma melhorada neste final de semana para que as promessas voltem à tona, pois sei que o Digitador gosta desses programas tanto quanto eu.

Ah, gente, daqui a pouco vão rolar algumas novidades neste espaço. Vai ter até mudança de endereço. Não me deixem só!!!

Beijos,
Clê
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Não tenho nada a ver com a escolha do meu nome, mas poderia ter sido pior. Minha mãe se chama Shakira Son of Man, e meu pai, Tedy de Larissa Bright. É mole? Bom, vamos aos fatos: sou uma cadelinha da raça pug, superbrincalhona e (modéstia às favas) simpática. Nasci no dia 12 de setembro de 2007. Entre essa data e 9 de janeiro de 2008 - dia em que passei a dividir apê com um cara que pensa que é meu dono e que digita as minhas idéias -, pouca coisa aconteceu. Por isso, conto a minha vida a partir de então. Antes de começar, um aviso (especialmente dirigido ao cara acima, que passo a chamar de Digitador): eu não estou aqui para curar a carência de ninguém. Como diz a letra do único funk carioca que presta, o que eu quero é ser feliz!

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