| 21/05/2008 |
21/5/08 – Uma nova fêmea
Oi, gentem, desculpem o meu sumiço, mas é que fiquei um tempo sem ter quem datilografasse as minhas idéias. Nem vou listar aqui as desculpas que o moço passou pra mim, pois ocuparia bom espaço deste post. Uma pena o Digitador ter ficado ocupadão bem agora, época em que estou passando por uma montanha de mudanças.
Bom, do meu primeiro cio eu já falei pra vocês. Outro dia, senti que a superfície inferior da minha barriguinha havia sofrido alterações. Dois pares de bolinhas surgiram ali. O Digitador fez a maior festa quando viu. Disse que eu agora posso gerar e alimentar novas Clementinas (tolinho, uma só não basta?). Do meu lado, não achei a coisa tudo isso. Afinal, é mais peso para eu carregar.
Além dessas novas e inesperadas bolinhas, acho que estou mudando meu aspecto geral. Hoje pela manhã, logo depois de ler o jornal, o cara me pegou no colo e ficou me olhando como seu eu fosse um maço de acelga. Examinou aqui, bisbilhotou acolá e passou boa parte do tempo com os olhos fixos na minha carinha. Depois, num misto de alegria e saudade, ele soltou: “Clê, você está deixando de ser um bebê”.
Não sei se isso é bom ou ruim, mas acho que o meu comportamento, a minha disposição e a minha alegria continuam os mesmos. Espero não perder nada disso no dia em que eu, de fato, deixar de “ser um bebê”. Mas, pera lá, pra falar a verdade, sinto que algumas coisas a esses respeito estão mudando. Percebo que já não vejo a mesma graça em destruir a mobília da casa. Noto que tem aumentado o prazo entre um ataque e outro a cadeiras e sofás. Tenho preferido muito mais meus passeios e mordiscar coisas como os ossinhos falsos e as cordinhas de limpar dente.
Ai, meu Deus, será que eu estou mudando para pior? Estaria eu ficando mais séria? Detestaria isso, pois adoro ser do jeito que eu sou. Torçam por mim.
Meeeedo, Clê
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Não tenho nada a ver com a escolha do meu nome, mas poderia ter sido pior. Minha mãe se chama Shakira Son of Man, e meu pai, Tedy de Larissa Bright. É mole? Bom, vamos aos fatos: sou uma cadelinha da raça pug, superbrincalhona e (modéstia às favas) simpática. Nasci no dia 12 de setembro de 2007. Entre essa data e 9 de janeiro de 2008 - dia em que passei a dividir apê com um cara que pensa que é meu dono e que digita as minhas idéias -, pouca coisa aconteceu. Por isso, conto a minha vida a partir de então. Antes de começar, um aviso (especialmente dirigido ao cara acima, que passo a chamar de Digitador): eu não estou aqui para curar a carência de ninguém. Como diz a letra do único funk carioca que presta, o que eu quero é ser feliz!
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